O estroboscópico1 que produzem as luzes dos carros da polícia ajudou na sensação da escuridão, quando o detetive Bobby Marks chegou ao local. Ele saiu de seu carro e amaldiçoou o doente s.o.b.2 que tinha arruinado sua noite. Ele estava ansioso para ir para casa, assistir um velho filme de Charlie Chan em seu DVD e relaxando no sofá, até que adormecesse. Não parecia que isso iria acontecer agora.
1 Que se refere à estroboscopia - Estudo das fases sucessivas de um movimento rápido e periódico, mediante o estroboscópico.
2 Gíria utilizada pelos policiais americanos para filha da puta
3 No Brasil o filme é conhecido como À Hora do Pesadelo.
"O que temos aqui, Hansen?" Ele se aproximou do policial fardado na borda da fita de advertência amarela.
O oficial de polícia veterano, parecia verde em torno do riacho. ‚Nós temos um psicótico morto e mais sangue que um filme de Freddy Krueger.‛
‚Quem é Freddy Krueger?‛
Hansen olhou para ele. ‚Você nunca viu algum dos filmes Nightmare on Elm Street3?‛
‚Inferno, Hansen, você conhece Marks, ele não assiste porcarias.‛ Jablonsky, companheiro de Bobby, caminhava com as mãos enfiadas em seus bolsos e um palito entre seus dentes cerrados.
‚Eu esqueço. Nenhum filme que passou depois das dezenove e cinqüenta, você assistiu.‛ Hansen agitou sua cabeça. ‚Você perdeu alguns bons filmes, homem.‛
‚Em sua opinião. Agora, qualquer um de vocês vai dizer o que está acontecendo aqui? Ou vou ter que ir buscar o Tenente?‛
Ambos os homens enrijeceram. O tenente era uma senhora delicada, mais intransigente do Alabama que não tolerava muito dos seus oficiais. Bobby não tinha nenhum problema com ela, principalmente porque ele fazia o seu trabalho e não pensava que, porque era uma mulher, ela era moleza. Ele a tinha visto sozinha, derrubar um homem de 125 quilos. Ele não iria mexer com ela. Os outros oficiais estavam com medo dela e ela gostava disso.
Jablonsky ergueu a fita para Bobby curvar-se debaixo. ‚O que nós temos aqui é um violento assassinato com v{rias testemunhas.‛
‚Não são todos os homicídios, pela sua própria natureza, violentos?" Bobby escondeu o sorriso, quando seu parceiro olhou para ele.
‚Cala a boca, espertinho. O que estou querendo dizer é que este sujeito não se importava que O' Malley's estivesse cheio de pessoas. Ele não parecia nem notar que eles estivessem ao redor. O que consegui até agora, ele entrou na taverna, balançou um atiçador de fogo neste grande sujeito dentro da porta. Uma vez que o sujeito caiu abaixo, ele enfiou a ponta no pescoço do rapaz e começou a beber seu sangue.‛
Bobby levantou sua mão para parar a recitação de Jablonsky. ‚Bebendo seu sangue?‛
Seu companheiro de cinco anos estremeceu. ‚Eu vi muitos assassinatos acontecerem, Bobby. Você sabe disso, mas este e mais estranho do que o habitual. Sim, todas as testemunhas dizem que ele rasgou a garganta da vítima e literalmente estava sugando o sangue do pescoço do homem.‛
Eles entraram no O' Malley's, Bobby deu sua primeira olhada na cena do crime. Lençóis cobriam dois corpos e um atiçador de fogo de bronze deitado no chão perto do menor dos dois montes. O cheiro metálico de sangue misturado com a fumaça e suor contaminava o ar em torno deles. Policiais uniformizados reuniam os fregueses do bar do outro lado da sala, enquanto interrogavam cada um. Havia um homem separado dos outros e outro detetive de homicídios estava interrogando.
Ele balançou a cabeça em direção ao par. "Qual é a história com ele?"
"Ele é o homem que atirou em nosso assassino." Jablonsky apontou para a pistola nove milímetros, repousado sobre uma das mesas próxima. "Fora de serviço, o policial parou para tomar uma bebida, antes de ir para casa. Atirou nas costas do homem, mas não antes que o homem matasse a vítima."
"Este vai assombrá-lo.‛ Bobby murmurou, enquanto se agachava junto ao maior monte e levantava o lençol.
Apesar de escorregar sobre as luvas de látex, manteve as mãos escondido no bolso do paletó, enquanto estudava a vítima.
"Cara muito grande. Seria difícil de matar sem uma luta, portanto, o criminoso deve tê-lo pego de surpresa. O acertou na parte de trás da cabeça, derrubando-o de seu banco? "Ele olhou para Jablonsky.
O outro detetive assentiu com a cabeça na direção de banco derrubado. "Isso é o que dizem as testemunhas."
"Quando o cara caiu no chão, o atiçador foi enfiado em seu pescoço, abrindo a jugular. Você acha que foi de propósito, ou apenas um golpe de sorte?"
O buraco irregular no pescoço da vítima estava circulado de sangue, vermelho escuro e crostas. Bobby não mexeu na ferida, mas inclinou adiante para verificar as gotas que pareciam marcas de dentes na carne.
"Eu não sei, cara. Eu estava olhando para que isto fosse golpe de sorte, mas, Bobby, esse cara não era sua primeira vítima." Jablonsky engoliu, parecendo como se quisesse vomitar.
"Se você vai vomitar, faz isto lá fora", Bobby ordenou, largando o lençol sobre a vítima corpulenta e indo em direção ao próximo. "Se esse cara não foi o primeiro, onde estão os outros?"
"Dê uma olhada nesse cara, então mostrarei a trilha."
Trilha? Isso não parecia promissor. Passando para o segundo cadáver, respirou fundo antes de levantar o lençol. Era duro às vezes, olhar para o rosto de um assassino. Mesmo após todos esses anos que Bobby tinha servido como um policial, continuava esperando que um deles fosse parecido com um monstro, o que eles realmente eram, mas nenhum nunca o fez.
"Santa Merda.‛ Bobby murmurou, quando viu o rosto do atacante.
"Sim. Isso pode ser uma das razões pelas quais ninguém suspeitou dele, quando entrou aqui." Jablonsky cutucou o mocassim de couro marrom italiano com o pé direito no homem morto.
"Morgan Thompson."
Bobby seria o primeiro a admitir, que não prestava muita atenção à notícia ou pessoas que eram ricas ou não, mas mesmo ele tinha ouvido falar de Morgan Thompson. O homem era um bilionário e um recluso. Deveria ser um dos raros dias em que o senhor mais velho saiu de sua mansão em New York City, e estava ali deitado, coberto de sangue e acusado de um crime hediondo.
"Isso não é tudo dele ou da vítima, não é? Não há maneira, existe muito sangue."
Ele apontou para o corpo de Thompson, coberto quase da cabeça aos pés em sangue e feridas. Fazia quarenta minutos desde que o homem havia sido baleado, mas o sangue ainda estava úmido.
‚Não. Não é todo seu.‛
Depois de soltar o lençol, Bobby levantou e virou para enfrentar a tenente. Normalmente seu rosto inexpressivo possuía um gesto de desgosto, quando ela olhou fixamente abaixo no vermelho lençol listrado.
"Então, quem mais morreu?"
"Detetive Marks, Detetive Jablonsky, venham comigo. Os técnicos vão processar a cena, e os policiais podem terminar as entrevistas preliminares." Ela virou rapidamente em um dedo do pé e saiu do bar.
Bobby e seu parceiro ficaram perto da tenente, mas a mente de Bobby tinha certeza que o caso seria um campo político minado. Thompson podia ter sido anti-social ao ponto de ser um ermitão, mas tinha muitos amigos poderosos, que estavam indo em busca de respostas. Ele esfregou a mão sobre o cabelo cortado curto e suspirou. Por que é que tinha de ser sua vez e de Jablonsky pegar um caso?
A tenente parou para conversar com uma unidade K-9 em pé, ao lado da multidão de policiais. O Pastor Alemão dançou nos pés de seu dono, ansioso para fazer o que ele tinha sido treinado para fazer.
"Oficial Monaghan leve o seu cão, desde lá detrás, de onde Thompson veio. Não será tão difícil quanto você pensa." Bateu uma faixa escura no chão com o pé. "Thompson não se escondeu."
Eles seguiram o policial e seu cachorro na calçada, e a poucos quarteirões de distância, encontraram outro grupo de policiais, a fita amarela, e outro corpo morto.
"Parece ser o mesmo M.O.4 Ele atacou com o atiçador, derrubando a vítima no chão, e esfaqueou-o no pescoço, antes de beber o sangue do homem."
4 Modus Operandi – Mesma técnica, tipo de assassinato.
Um som de ânsia de vômito veio de um beco, Bobby olhou para cima para ver um policial jovem uniformizado dobrado para frente.
"Recrutas." Jablonsky murmurou sob sua respiração.
Bobby assentiu com simpatia para o homem mais jovem, torcendo seu o estômago em nós. Ele tinha visto muitos assassinatos, alguns ainda mais terríveis do que este, mas parecia haver algo terrivelmente mal no que Thompson tinha feito. Matar uma pessoa, antes de beber o seu sangue e nem mesmo esperar até que seu coração parasse de bater, antes de sorver a essência da sua vida como se fosse o melhor vinho.
"Temos uma testemunha que viu Thompson atacar o atleta." Acenando uma mão para a jovem que soluçava, o tenente abanou a cabeça. "Coitadinha terá pesadelos para o resto de sua vida."
‚Este é um daqueles casos em que o cão terá uma pessoa para a vida, tenente.‛ Comentou Bobby, quando se afastaram do segundo grupo em direção a uma casa grande na esquina.
"Sim, bem, estive esperando toda a minha carreira para ter uma dessas." Jablonsky trocou seu palito mastigado por um novo.
"Esta casa é de Thompson?‛
O tenente concordou e Bobby avistou mais policiais, mais técnicos de cena de crime, e mais de fita.
"Ele começou aqui."
Não havia dúvida em sua mente que a matança de Thompson havia começado em sua própria casa. Por quê? Era trabalho de Bobby descobrir isso, pois não poderia questionar Thompson sobre seus motivos.
"Matou seu mordomo, governanta, e motorista com o mesmo M.O. como os outros. Parece que o chofer foi o último, e quando não havia mais nenhum sangue saiu, ele foi caçar. Infelizmente, encontrou mais vítimas."
Ela parou em frente à entrada da casa. Linhas de sangue levavam até a escada em curva na parte de trás da casa onde, Bobby assumiu que os empregados dormiam.
"Este é o seu caso, Marks e Jablonsky. Não estrague tudo. Eu já tenho o Comissário respirando no meu pescoço, e preciso ser capaz de lhe dar respostas em breve. Parece que o prefeito e Thompson foram amigos próximos o suficiente, para Thompson doar vários milhares de dólares para sua campanha."
Bobby revirou os olhos. Só o que ele precisava. Quando a Prefeitura se envolvia, as coisas tornavam-se uma mina política. Graças a Deus, somente tinha que lidar com os fatos. O tenente teria que encontrar uma maneira educada de dizer ao Senhor Comissário e ao Prefeito que seu amigo era um louco.
"Eu quero vocês na minha sala amanhã de manhã, na primeira hora com um relatório de progresso." Ela saiu da casa, indo em direção as luzes das câmeras de notícias.
"Antes ela do que eu." Jablonsky falou os pensamentos de Bobby em voz alta.
Em silêncio, concordou e subiu as escadas. Ele não queria ver os empregados. Tanto sangue quando Thompson estava coberto, sabia que não seria bonito. Treinamento contribuído, juntamente com as lições que prendeu com seu pai.
O trabalho policial é desagradável, Robert. Se você quer ser um detetive, você tem que fazer o homem e seu trabalho.
O pai de Bobby sabia tudo sobre o quão horrível poderia ser um policial. Ele era um policial de ronda durante a década de setenta, quando David Berkowitz aterrorizou a cidade com sua loucura Filho de Sam, e viu o resultado dos ataques.
Não querendo parecer um covarde, mesmo para a memória de seu pai, Bobby tomou uma profunda respiração e ergueu a cabeça para o andar de cima. Um dos técnicos da cena do crime acenou para ele a partir do final do corredor.
"Os ataques começaram aqui."
"Quanto você está certo disso?"
Cada pedaço de evidências e provas necessárias para ser perfeito nos mínimos detalhes. Ele não queria que seu caso destroçasse pelo trabalho policial negligente. Não havia dúvida de quem era o assassino, mas não queria que ninguém questionasse o motivo, quando ele apresentasse.
"Quase com certeza, mas vamos ter respostas definitivas depois de ter todo o material de volta para o laboratório. O sangue começa nesta sala. Ele não vai além daqui e só olhar a partir do padrão de salpico, que regressou atrás dele." A moça do laboratório parecia certa, e uma vez que a ciência de assassinato não era a especialidade de Bobby, decidiu acreditar nela.
De pé na porta, deixou seu olhar vagar, sem fixar em qualquer item. Aprendeu que seu cérebro iria notar se algo estivesse fora do lugar, se não o forçasse.
"De quem era este quarto?"
O farfalhar de papeis atrás o informou que Jablonsky estava recebendo notas de um dos policiais uniformizados.
"Desde que eles encontraram no quarto, era um homem chamado Thornton. Parece que ele era o mordomo de Thompson."
"Quantos funcionários moravam aqui com o criminoso?"
Mais barulho de papeis.
"Três. Seu mordomo, governanta, e motorista. Todos estiveram com ele ao longo de décadas. Belo pacote de aposentadoria miserável."
Ele resmungou e balançou a cabeça. "Ele matou Thornton primeiro. Deve ter sido bastante quieto, uma vez que os outros não reagiram. Eles foram mortos em suas camas, certos?"
A garota do laboratório assentiu, tirando mais fotos que acabariam na mesa de Bobby de manhã.
Empurrando as mãos nos bolsos, fez seu caminho para os próximos dois quartos, entrando sem tocar em nada. Não havia nenhuma dúvida da quantidade de sangue jogado em torno das vítimas que foram mortas. Bobby esperava que eles tivessem morrido logo depois do primeiro golpe, porque ali, enquanto o seu empregador bebia seu sangue seria o pior tipo de tortura.
"Detetive Marks, descobrimos que o atiçador veio da lareira." Alguém gritou do primeiro andar.
"Você acha que ele planejou?" Jablonsky correu os dedos sobre as esculturas ornamentais no corrimão quando eles voltaram para baixo.
"Eu acho que um velho bilionário recluso sentou-se na sua sala conspirando a morte três de seus funcionários, antes de beber o sangue?" Bobby atirou ao seu parceiro num olhar. "Não, eu não acho que foi pré-meditado. Acho que algo fez o velho bobo romper-se, e ele imaginou em sua cabeça que eles estavam atrás dele ou ele estava em perigo."
"Você sabe, dizem que o sangue é o elixir da vida. Em todos os filmes, os vampiros necessitam de sangue para viver. Talvez Thompson acreditasse nisso também."
"Boa teoria, Jablonsky, mas se Thompson acreditou verdadeiramente nisto, por que não existe até mesmo uma brisa de rumor sobre ele sendo um vampiro?" Ele passou por várias pessoas em pé na porta do que parecia ser o estúdio de Thompson.
Jablonsky cruzou as mãos atrás das costas, antes de passear até a lareira. "Como sabemos que não houve qualquer rumor? Eu não leio os tablóides, e você arremessaria qualquer um, que o fizesse ler algo diferente Daily Racing Form5."
5 Jornal sobre o desempenho dos cavalos e suas corridas. Melhor páreo.
"Cale a boca, tem merda na cabeça."
Ele se agachou ao lado de uma cadeira onde um copo de vidro e uma garrafa de argila repousava ao seu lado. O vidro tinha um resíduo vermelho escuro ao lado. Olhando em volta, chamou a atenção de um dos técnicos.
"Você tem fotos deste já?"
"Sim. Você pode movê-la."
As luvas de látex não eram nada boas para pegar algo liso, especialmente quando você não queria manchar qualquer impressão, mas ele conseguiu chegar à vertical do vidro e segurou-a ao nariz.
"Ei, talvez você deva se certificar de que não é algum tipo de veneno, antes de cheirar essa merda." Jablonsky sugeriu de onde estava segurando uma pá usada para remover as cinzas da lareira. "O que você acha? Parece o mesmo conjunto do atiçador."
"Eu não bebi o material. Tem cheiro de vinho, mas há algum perfume subjacente que não pude identificar." Ele colocou o copo de volta para os rapazes colocarem como prova no saco. "O homem pegou a melhor arma que poderia encontrar no calor do momento. Não disse Jablonsky, ele não planejou isso."
Jablonsky riu. "Agora você é algum tipo de especialista em vinhos, Bobby. Você não bebe nada à exceção de cerveja, desde que nos tornamos parceiros."
E não muito disso, Bobby adicionou em silêncio. Era fácil demais afogar as imagens ruins do seu trabalho no álcool. Ah, ele bebia de vez em quando, tentava não ir ao bar, porque não seria difícil para se tornar um bêbado.
"Não. Ambos sabemos que não sei nada sobre vinho, mas o líquido tem cheiro familiar. Eu simplesmente não consigo descobrir o quê. Ele vai vir para mim." Ele levantou e cutucou a garrafa de barro com a ponta da bota. "Certifique-se que este fique ensacado também. Tome algum tempo batendo fotos dele para mim. Teste o que resta nele. Se fosse veneno, teremos que ver se a garrafa inteira foi corrompida ou se ele foi colocado no copo."
"O que você está pensando, Bobby?" Jablonsky se juntou a ele no centro da sala. Virando-se, Bobby olhou tudo de novo. "Tudo o que causou Thompson romper-se e matar cinco pessoas está nesta sala. Eu sei tão certo, como sei que um cavalo vai ganhar a terceira corrida em Belmont neste sábado."
"Em uma série de vitórias?" Jablonsky espetou-o no lado com o cotovelo ossudo.
"Ganhou um milhar de dólares nas duas últimas corridas, eu aposto. Minha sorte foi boa, ultimamente, e não acho que vai ser difícil resolver este caso. Nós só precisamos de um pouco de tempo, mas vai ser embrulhado ordenar os fatos e o tenente pode levar o crédito por isso, quando nós o fizermos."
Nem uma palavra de dúvida, emitidos a partir de boca Jablonsky, embora soubesse que o seu parceiro não acreditasse nele.
"Devemos voltar para casa e pegar um par de horas de sono. Vou encontrá-lo de volta na delegacia, e vamos começar a trabalhar sobre as provas, então."
Bobby relaxou num canto. "Eu vou ficar aqui e supervisionar. Você pode ir para casa. Como estão Wendy e as meninas?"
"Wendy está se sentindo melhor, mas agora Rebecca está com gripe." Jablonsky bocejou. "Eu estava com ela, quando recebi o telefonema."
"Vai cuidar de suas meninas. Vou ficar até a cena ser desmarcada. Não quero nenhuma asneira. Nós vamos tomar esse cuidado e teremos todos os relatórios escritos, antes do fim de semana."
"Teve um grande encontro?" Seu parceiro fez uma careta, quando a questão escorregou de seus lábios.
Bobby nunca negou ser gay. Foi à primeira coisa que disse a Jablonsky, quando se tornaram parceiros. Não havia sentido ter vergonha de algo que ele não poderia ajudar. Ele também não comentava suas companhias ou encontros. Jablonsky foi um bom rapaz, mantendo as piadas de gay ao mínimo e não discutindo com Bobby.
"Somente com os cavalos estou a caminho, homem." Ele estava passando por um período de seca no momento para rapazes. "Eu vou te ver de manhã, e vamos trabalhar para fora, porque Thompson era um vampiro para nós."
Por todas as palavras corajosas de Bobby era sobre encontrar um motivo fácil para os crimes brutais, mas seu instinto dizia que o caso está longe de acabar. Algo de ruim estava por vir, e Bobby tinha uma sensação de jogador, que seria pego no meio dele.